O DNIT iniciou neste ano um grande serviço que tem por objetivo o mapeamento e a caracterização topográfica da infraestrutura de transporte no Brasil. O projeto abrange várias rodovias em todo o território nacional e está orçado em aproximadamente R$ 160.000.000,00.

O projeto dividiu o país em 4 lotes de trabalho conforme figura abaixo:

O Consórcio que a ESTEIO lidera irá realizar vários serviços de mapeamento voltados às rodovias demandadas no Lote 1, que abrange a região Norte e parte da região Nordeste (em vermelho no mapa).

O projeto prevê a possibilidade de adoção de várias técnicas de mapeamento e levantamento de informações, de maneira a se adequar as necessidades de cada trecho demandado pelo DNITGeo, sistema voltado ao auxílio e busca para atender às necessidade do DNIT para planejamento, estudos, anteprojetos e projetos de infraestrutura.

As demandas poderão ser atendidas a partir da aquisição de imagens de satélite (imagens de acervo e programadas), levantamento aerofotogramétrico (cobertura aérea, restituição estereofotogramétrica, MDS e MDT, Ortoimagens), perfilamento a LASER terrestre e aéreo (MDS e MDT) e topografia (expedita, levantamento GPS cinemático e convencional).

O projeto teve início com a caracterização topográfica da BR-374, localizada no Acre, entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul com aproximadamente 550 km de rodovia.

O serviço foi realizado a partir de imagens aéreas digitais obtidas pela cobertura aerofotogramétrica realizada com câmara aérea digital ADS-52 da LEICA.

As imagens digitais foram georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro (SIRGAS 2000) por medições em campo com GNSS e processos de ajustamento matemático.

Os produtos principais foram extraídos das imagens aéreas digitais por processos específicos. Em estações fotogramétricas foram restituídas as curvas de nível com equidistância igual a 1m, além dos pontos cotados e os corpos d´água.

Por métodos de correlação de imagem foi gerado o Modelo Digital de Superfície que foi tratado e revisado para garantir a representação mais próxima da realidade no formato geotiff.

As curvas de nível e as demais informações altimétricas deram origem ao Modelo Digital de Terreno, que foi tratado e revisado para a representação no formato geotiff.

Além disso, o MDT também foi usado no processo de ortoretificação das imagens aéreas na geração das ortoimagens na escala 1:2.000 e com GSD = a 20 cm.

Todos os produtos foram devidamente identificados por metadados conforme os padrões estabelecidos no Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil (MGB)