Google+

Você está em: Principal > Serviços > Executados > Cartografia para Dutos > PETROBRAS - Travessias Juruá-Urucu

Travessias Juruá-Urucu

Clique para Ampliar

Levantamento Topográfico Executada nas Margens do Rio Urucu

Clique para Ampliar

Execução de Sondagem Percussiva na Margem Esquerda do Rio Urucu

Clique para Ampliar

Imagem parcial da Planta Integrada do Rio Urucu

Clique para Ampliar

Perfil do levantamento GPR no rio Urucu

Clique para Ampliar

Perfil do Levantamento de Caminhamento Elétrico no Rio Urucu

Clique para Ampliar

Perfil do levantamento SBP no rio Urucu

No segundo semestre de 2009 a ESTEIO realizou para a PETROBRÁS, através da ENGENHARIA/IETEG/IENOR os trabalhos dos estudos de travessias dos rios Tefé, Urucu e Igarapé Água Branca. Estes estudos forneceram as informações para a transposição do gasoduto Juruá-Urucu ao longo das travessias.

Logística

Por se tratar de região amazônica a logística para dar apoio às equipes foi um dos principais obstáculos, considerando as distâncias das quais se encontravam dos centros urbanos. Para isto foi necessário adequar as embarcações que ficaram próximas aos locais de trabalho, proporcionando uma estrutura para atender ao bem estar dos funcionários (refeitório, enfermaria, alojamento), além de acomodar todos os equipamentos de levantamento e a infra-estrutura técnica-administrativa (computadores, internet, etc...). Devido à época do ano em que os trabalhos foram realizados o translado pelos rios e igarapés tiveram sua dificuldade acrescida devido ao baixo nível das águas.

Duas embarcações tipo “recreio”, 10 lanchas tipo “voadeira” e dois barcos de armazenamento de combustíveis foram necessários para o translado e acomodação das equipes.

Planejamento

O objetivo básico dos estudos realizados foi o equacionamento de duas questões fundamentais para a implantação do Gasoduto Juruá-Urucu.

  • A caracterização dos riscos de instabilidade fluvial que possam afetar a segurança da obra no segmento observado no local;
  • A locação dos dutos nas seções de travessia e seu método construtivo. Os riscos da estabilidade da travessia depende de um conjunto de informações que convergem para o conhecimento de 3 elementos básicos:
  • As condições de estabilidade hidráulica da seção da travessia;
  • As condições de estabilidade geológica, geomorfológica e geotécnica;
  • As influências reais e/ou virtuais de atividades antrópicas na estabilidade da seção.

A partir do conhecimento destes 3 elementos adotou-se uma sequência na realização dos estudos:t Mapper) e neste caso, com recursos de antenas submersas (PCM submersível).

As condições de estabilidade hidráulica foram definidas através dos estudos hidrológicos, a partir de séries fluviométricas em pontos de observação, dos traçados das curvas de descarga das seções e de modelos matemáticos de escoamento. Os estudos sedimentológicos através da coleta de material de fundo da seção e os levantamentos topobatimétricos complementaram as informações necessárias.

Os estudos das condições de estabilidade geológico-geomorfológico-geotécnico foi realizado através da estéreo-análise de aerofotos, interpretação de imagens de satélites, análise de cartas geológicas e investigações de campo. Os estudos geotécnicos se basearam nas sondagens percussivas ao longo do eixo da travessia, ensaios granulométricos e levantamentos geofísicos.

A avaliação de influencias de atividades antrópicas na estabilidade da seção foi obtida através da interpretação de imagens aéreas com particular atenção para as características regionais da vegetação, uso do solo, implantações urbanas, obras hidráulicas, etc.

Execução

Foram realizadas as investigações específicas com discussão e análise de todas as possibilidades, visando o equacionamento dos problemas geométricos e de natureza construtiva suscitados para a transposição:

a)Para a travessia do Rio Urucu a proposição recomendada foi o furo direcional (HDD-Horizontal Directional Drilling) e para isto foram realizadas 13 sondagens percussivas ao longo das margens com profundidades que variaram dos 15 aos 42 metros, assim como levantamento planialtimétrico detalhado, levantamento com GPR (Ground Penetration Radar), SBP (Sub Bottom Profiler) e tomografia elétrica do solo, além da coleta de sedimentos no leito e nas margens e ao longo destas para ensaios de laboratório.

b)Para a travessia do RioTefé a proposição recomendada foi o furo direcional (HDD Horizontal Directional Drilling) e para isto foram realizadas 11 sondagens percussivas ao longo das margens com profundidades que variaram dos 15 aos 32 metros, assim como levantamento planialtimétrico detalhado, levantamento com GPR (Ground Penetration Radar), SBP (Sub Bottom Profiler) e tomografia elétrica do solo, além da coleta de sedimentos no leito e nas margens e ao longo destas para ensaios de laboratório.

c) Para a travessia do Igarapé Água Branca a proposição recomendada foi uma travessia sub-fluvial convencional e para isto foram realizadas 04 sondagens percussivas ao longo das margens com profundidades que variam dos 13 aos 25 metros, assim como levantamento planialtimétrico detalhado, levantamento com GPR (Ground Penetration Radar), e tomografia elétrica do solo, além da coleta de sedimentos no leito e nas margens e ao longo destas para ensaios de laboratório.

O levantamento planialtimétrico foi vinculado à rede geodésica existente, através dos vértices Fiduciais, com coordenadas no sistema de referência WGS84 (SIRGAS 2000). Para o adensamento foram instalados dois novos pares de marcos em cada travessia, com um marco em cada margem, todos intervisíveis. Foram geradas curvas de metro em metro a partir de uma malha 5 x 5 metros com largura aproximada de 60 metros ao longo da faixa.

Além das sondagens diretas (percussivas) foram realizados levantamentos geofísicos adicionais, permitindo uma extrapolação mais precisa das informações pontuais, subsidiando o entendimento estratigráfico da área estudada. Estes levantamentos foram complementados através do SBP (Sub Bottom Profiler), do Caminhamento Elétrico e do GPR (Ground Penetration Radar). É importante destacar que os métodos geofísicos não são evasivos, portando, não destrutivos, permitindo a determinação da profundidade da zona saturada, a identificação do sentido de fluxo da água subterrânea, mapeamento de falhas/fraturas e topo do embasamento rochoso.

O método GPR consiste na emissão contínua de ondas eletromagnéticas e recepção dos sinais refletidos nas estruturas ou interfácies em sub-superfície. Os sinais são emitidos e recebidos através de uma antena disposta na superfície do terreno. As medidas de tempo de percurso das ondas eletromagnéticas são efetuadas ao longo de uma linha e, quando justapostas lado a lado, fornecem uma imagem detalhada (de alta resolução) da superfície ao longo do perfil estudado.

O Caminhamento Elétrico consiste em se executar uma série de medidas de resistividade aparente na superfície do terreno, com um arranjo fixo de eletrodos de corrente e potencial, ao longo de um perfil, constituindo-se numa varredura lateral da área de interesse, com intuito de se investigar a continuidade das feições ou estruturas em sub-superfície. Através deste método geofísico é possível obter de forma indireta os valores de resistividade elétrica (W.m) das camadas geológicas de sub-superfície, bem como estimar a litologia, a profundidade e a espessura desses estratos.

O SBP - Sub Botton Profiler consiste de um levantamento sísmico de reflexão monocanal de 3,50 kHz, realizado sobre lâmina d'água. É um método geofísico e, portanto, se encaixa nas metodologias de investigação chamadas indiretas. Estes levantamentos foram conduzidos segundo uma malha, em linhas transversais e longitudinais à linha de praia.

Parecer Técnico da Pista

Ademais dos estudos de travessia o contrato previa um estudo com os possíveis métodos construtivos de estabilização da pista nas margens do Rio Tefé, em trecho alagado, contendo estimativas de custos de implantação e manutenção. Nas análises foi considerada a plena capacidade da pista durante todo o período de construção com tráfego pesado (15tn/eixo) e a plena capacidade durante 10 anos após a conclusão das obras. O estudo contemplou a área para instalação do maquinário de HDD e o tipo de material mais propício para ser utilizado na base da pista, como placas de concreto, geotextil e geogrelha. O estudo considerou os aspectos de impacto ambiental, assim como toda a logística necessária para o transporte dos insumos e maquinários a serem utilizados.

Produto Final

Foram entregues os relatórios conclusivos contendo as plantas de análise multitemporal, boletins das sondagens, planta de macrolocalização, planta com os perfis do caminhamento elétrico, SBP e GPR, planta de macrolocalização, planta integrada e planta topobatimétrica.

 

Página mantida por Wanderley Kampa Ribas
Rua Dr. Reynaldo Machado, 1151 - Prado Velho, Curitiba - Paraná - Brasil | CEP: 80215-242 | Tel: (41) 3271-6000 Fax: (41) 3332-3273 | Latitude (GMS): -25° 27' 7,20672" - Longitude (GMS): -49° 15' 20,47880" | Alt. Geométrica (m): 892,599 - Sistema WGS84
Copyright ESTEIO 2001-2014 © - Todos os Direitos Reservados - Resolução mínima 1024x768px