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Levantamento GPR na Agência Central dos Correios em Curitiba

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Prédio Central dos Correios − Visão Antiga e Contemporânea

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Fotografia Aérea Indicando a Localização do Prédio dos Correios. Câmera Digital ADS40 - Leica, Voo realizado em 01/2008 pela ESTEIO Engenharia e Aerolevantamentos

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Planta Baixa do Pavimento Térreo Representando a Posição dos Perfis de GPR Executados

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Perfil de GPR Realizado no Prédio dos Correios

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Perfil de GPR Realizado no Prédio dos Correios

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Planta Referente aos Perfis de GPR Realizados no Prédio dos Correios

Introdução

Este serviço refere-se a levantamentos de GPR (Ground Penetrating Radar) realizados no prédio da Agência Central dos Correios em Curitiba, conhecido como Correio Velho: nome popular da primeira agência oficial de correios e telégrafos, construída em 1934. Sua edificação foi considerada um marco da modernidade no Estado na década de 1930, com iluminação potente, elevadores, relógios eletrônicos e instalações telegráficas. Atualmente o prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico e face à necessidade de obras de ampliação, foram solicitados levantamentos de GPR com o intuito de verificar a eventual presença de antigas estruturas de cunho histórico e/ou arqueológico.

A identificação destes elementos, em conjunto com outros dados, serve de base para um adequado planejamento das futuras obras a serem realizadas neste prédio.

A realização destes serviços teve como objetivo complementar informações oriundas de sondagens, poços e trincheiras realizadas em pontos específicos do prédio em uma etapa anterior, aumentando assim a cobertura da área investigada, sem a necessidade de abrir e quebrar outros locais do piso, já que o GPR é um método de investigação não invasivo e de alta precisão

Estes levantamentos foram executados no mês de janeiro de 2009, distribuídos junto a alguns pilares do prédio, de acordo com orientações dos geólogos envolvidos no projeto e com base nas plantas fornecidas pelo Correios / Geplan.

Metodologia

Os levantamentos com o GPR (Ground Penetrating Radar) ou GEORADAR, como também é conhecido, resumem-se em arrastar lentamente uma antena (transmissor e receptor) ao longo das áreas de interesse.

A antena é ligada a uma unidade de controle, por um cabo coaxial, responsável por gerenciar todos os parâmetros de aquisição e armazenamentos dos dados.

Neste estudo, os dados foram adquiridos através de perfilagem contínua, com arranjo monoestático, ou seja, a mesma antena, de 200 ou 400 MHz, possui a finalidade de transmissora e receptora das ondas eletromagnéticas. A fim de minimizar o efeito da divergência esférica, caracterizado pela atenuação das ondas no meio propagado, aplica-se um ganho, durante a aquisição, a partir da análise da amplitude dos traços em função do tempo.

A posição geográfica dos perfis realizados foi referenciada a pontos notáveis, com base nas plantas de projeto fornecidas pelos Correios / Geplan. Para tanto, durante a aquisição dos perfis, utilizou-se um distanciômetro (survey wheel), acoplado a antena que automaticamente cria “marcas” a intervalos regulares previamente definidos, de tal forma que, sabendo-se a localização de início e fim de cada seção, é possível georeferenciar cada ponto levantado pelo GPR.

O sinal enviado pela antena, basicamente constitui-se de um impulso de duração muito pequena, da ordem de nanosegundos e o tempo de retorno deste sinal varia de acordo com a decisão do operador, em função dos objetivos e alcances do estudo.

A decisão da antena a ser utilizada varia em função das dimensões e das profundidades dos objetos refletores a serem estudados, bem como dos objetivos da investigação e dos parâmetros elétricos do terreno (condutividade elétrica e permeabilidade magnética).

Os dados obtidos durante o levantamento são então armazenados na unidade central, que posteriormente são transferidos para um computador a fim de serem processados e interpretados.

Resultados Obtidos

  • Praticamente todos os perfis indicam a presença de interferências, sendo elas representadas por redes de drenagens, cabos, tubos, estruturas metálicas etc.
  • A representação destas interferências, nos perfis realizados, é possível a partir da interpretação da geometria dos diversos refletores encontrados. De modo geral estes refletores se apresentam como hipérboles, em caixa, planos paralelos, etc.
  • Nos perfis realizados não foram identificados refletores que apresentem continuidade lateral e densidade de sinal que sugiram a eventual presença de fundações e/ou antigos alicerces (edificações históricas / arqueológicas).
  • No perfil 1, realizado na entrada dos fundos do prédio, observa-se nitidamente que as estruturas da mureta de concreto, bem como as camadas de solo subjacentes, apresentam-se deformadas, indicando a ocorrência de um recalque. Em superfície pode-se notar a presença de rachaduras ao longo do piso.
  • No perfil 3, nas proximidades da entrada principal, nota-se um refletor muito marcante e de alta continuidade lateral para uma profundidade aproximada de 1,00 metro. Este refletor foi associado à presença de um nível vazio (ar), relacionado ao porão que se encontra abaixo do piso. Neste mesmo perfil observa-se outro refletor marcante e inclinado que foi correlacionado a presença lateral dos poços dos elevadores (ar e cabos metálicos).
  • Em alguns perfis a identificação dos refletores foi prejudicada devido à presença de ruídos. Este tipo de sinal indesejado esta relacionado principalmente a presença de fontes emissoras de energia eletromagnética, geralmente caracterizadas pela presença de redes elétricas, rádios transmissores, telefones celulares, etc. Nas áreas investigadas é comum a presença de todas estas fontes.
  • Os perfis realizados foram executados através de uma malha, com linhas longitudinais e ortogonais, programadas junto aos pilares, de acordo com as plantas de projeto, com espaçamentos variados em função da presença de anteparos locais.
  • Para este levantamento foram realizados 14 perfis de GPR, totalizando 168,30 metros lineares, correspondente a varredura de 07 pilares do prédio dos Correios.
  • O GPR se mostrou uma ferramenta complementar, de alta resolução para o mapeamento arqueológico da área. Conforme mencionado, cabe salientar que além da precisão destes levantamentos, esta metodologia é conhecida como indireta ou não invasiva, ou seja, não há necessidade da abertura física de valas e/ou trincheiras, que podem, além de danificar o piso local, impactar diretamente em prazos mais extensos e consequentemente danos ao andamento das obras.

 

Página mantida por José Alexandre Ferreira da Silva
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