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Seção MERCATOR A Navegação Marítima na antigüidade era altamente perigosa por causa do próprio mar, mas também porque não existia um método prático e preciso de navegação , uma vez que os navios que se afastavam da costa não tinham como calcular sua posição. História da Determinação da LongitudeO Problema A cada 15° de longitude deslocando-se para leste, a hora local é acrescida de uma hora. Da mesma maneira, a hora local descresce de uma hora para todo deslocamento de 15° de longitude oeste. Portanto, conhecendo a hora local de dois pontos na superfície terrestre, é possível usar a diferença de tempo para calcular a distância em longitude que separa os mesmos. Este conceito foi muito importante para os navegadores do século 17. A hora local em qualquer ponto poderia ser medida por observação do Sol, mas saber a hora local de um ponto de referência também era necessário para calcular a longitude. Assim, seria necessário ter um relógio a bordo de um navio marcando a hora do ponto de referência. Mesmo com a existência de relógios de pêndulo precisos nesta época, os movimentos de um navio, além de mudanças na umidade e temperatura, impediam o seu correto funcionamento quando embarcado. As SoluçõesNa Inglaterra, o Rei Charles II fundou o Observatório Real em 1675 com a finalidade de resolver o problema da longitude em alto mar. Nesta época foi desenvolvido o chamado Método Lunar que consistia na observação da lua e sua posição relativa a outros astros de acordo com um almanaque. Este método não era bem aceito pelos navegadores devido a sua complexidade. Os marinheiros mercantes e alguns naufrágios de navios de guerra em 1707, pressionaram o parlamento britânico promulgar um Ato conhecido como Queen Anne Act que oferecia um prêmio de £ 20.000 (equivalente a £ 1.000.000 nos dias de hoje) para uma solução para o problema de longitude. A solução deveria permitir que um navegador obtivesse o valor da longitude dentro de um intervalo de 0,5° (2' de tempo). Os métodos seriam testados em um navio e deveria comprovar serem práticos e úteis para navegação marítima. Uma comissão foi instituída (Comissão da Longitude) para administrar e julgar os concorrentes ao prêmio. Esta comissão recebeu sugestões inexiqüíveis e muitos acreditavam que o problema simplesmente não pudesse ser resolvido.
Entre os anos de 1720 e 1730, Harrison projetou uma série de relógios de precisão notável, eliminando o problema da deformação do pêndulo devido à temperatura, atingindo a precisão de um segundo em um mês. Os Cronômetros de HarrisonPara resolver o problema de longitude, Harrison teria que inventar um relógio portátil que tivesse esta mesma precisão. Assim, desenvolveu grandes protótipos com a finalidade de resolver o problema da precisão em condições adversas como o balanço do mar e as variações de temperatura.
Para receber a segunda metade do prêmio, Harrison construiu pelo menos dois cronômetros adicionais e os testou. A Comissão insistiu que os cronômetros deveriam ser entregues para eles, e solicitou que Harrison recomendasse alguém para copiar o H4. Relutante, ele recomendou Larcum Kendall, um relojoeiro que provavelmente tinha contribuído na construção do H4. John Harrison e seu filho William trabalharam em um quinto cronômetro (H5), enquanto Kendall fez progresso na cópia do H4. O relógio de Kendall, conhecido como K1, foi terminado em 1769. Enquanto o H5 foi testado pelo Rei em 1772, o Capitão Cook da marinha Britânica tinha partido na sua segunda viagem com o K1, a cópia de Kendall do H4. Ele retornou à Inglaterra em 1775, depois de uma viagem de três anos pelos trópicos e Antártica. A variação diária do K1 nunca excedeu 8" (correspondendo a uma distância de 2 milhas náuticas no equador) durante a viagem inteira. A viagem de Cook provou sem dúvida que a longitude poderia ser medida com auxílio de um relógio. É inegável que o problema da longitude foi resolvido por um representante da classe trabalhadora com pouca educação formal. John Harrison ganhou o prêmio da longitude por sua visão extraordinária da mecânica, talento e determinação. |
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