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Seção ORIENTAÇÃO

EXEMPLO DE PROJEÇÕES

PROJEÇÕES USUAIS

Dentre a variedade de projeções existentes para determinados propósitos, as projeções azimutais e conformes são as mais conhecidas e utilizadas em várias representações do globo terrestre.

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AZIMUTAL EQUIDISTANTE


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AZIMUTAL EQUIDISTANTE

Esta projeção foi extensamente usada para atlas (especialmente em representações polares). Este tipo de projeção já era conhecida pelos Egípcios há 2.000 anos atrás. Os egípcios teríam usado esta projeção em seu aspecto polar para mapas estelares muito antes da era da cartografia científica.

O mapa mais antigo preparado com esta projeção foi mapa celestial elaborado por Conrad of Dyffenbach em 1426.

A Projeção Azimutal Equidistante não é uma projeção perspectiva. Todas as direções ou azimutes do centro da projeção são verdadeiros para a forma esférica e para alguns elipsóides. As distâncias medidas a partir do ponto de tangência estão em verdadeira escala e o centro da projeção é o único local onde a distorção é nula.


BONNE


bonne
BONNE

É uma projeção cônica equivalente concebida por Rigober Bonne na metade do século 16. A Projeção de Bonne era a projeção preferida para atlas com mapas de grandes países e continentes proporcionando uma representação mais uniforme de áreas e uma combinação apropriada de meridianos e paralelos numa representação do globo.

Metade dos mapas mundi dos continentes e paises povoados estavam preparados na Projeção de Bonne. Outras regiões incluíam a Península árabe, China, Rússia e os Estados Unidos.

A Projeção de Bonne representou um papel significante no mapeamento topográfico em grande escala do século 19. Isto começou com sua adoção na França em 1802. Mais tarde, em outros países europeus como a Áustria, Hungria, Bélgica, Dinamarca, Itália, Holanda, Rússia, Espanha, Suíça, Escócia e Irlanda.

Os paralelos são espaçados de acordo com o esferóide e a escala está em verdadeira grandeza ao longo do meridiano central e todos os paralelos. Usada para mapear o hemisfério Norte.


ESTEREOGRÁFICA


estereografica
ESTEREOGRÁFICA

É uma projeção azimutal conforme que pode ter sido concebida por Hiparchus no século 2. Hipparchus era influente no desenvolvimento da trigonometria e formalizou a projeção estereográfica como um método para resolver problemas astronômicos complexos sem usar a trigonometria esférica.

A evidência mais antiga de uso da Projeção Estereográfica está nos escritos De Architectura do autor romano e arquiteto, Vitruvius (88-26 AC). A primeira grande descrição sobre a projeção foi de Claudius Ptolomeu (150 DC) que escreveu extensivamente sobre ela no trabalho conhecido como o Planisphaerium.

A escala aumenta substancialmente a medida que existe afastamento do centro da projeção. Usada comumente em mapas das regiões polares ou regiões centradas em algum ponto de interesse do globo terrestre.


MERCATOR


mercator
MERCATOR

É uma projeção cilíndrica conforme concebida por Gerard Mercator em 1560. Esta projeção era usada para navegação e regiões próximo equador. Era o padrão para cartografia marítima nos séculos 17 e 18.

Era usada para mapear as regiões equatoriais oceânicas no século 19 e para mapear áreas globais no século 20 (US Geodetic Survey).

Os meridianos são igualmente espaçados e não são convergentes e os paralelos se afastam a medida que se atinge as latitudes altas. Usada na navegação pois as direções angulares são representadas por linhas retas.


MERCATOR OBLÍQUA


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MERCATOR OBlÍQUA

É uma projeção conforme desenvolvida por Rosenmund, Laborde e Hotine entre 1900 e 1950. Publicada pela primeira vez em 1903 por Rosenmund que fez uma das primeiras referências à projeção, quando inventou uma forma elipsoidal que foi usada para o mapeamento topográfico de Suíça.

Laborde aplicou a projeção para o mapeamento topográfica de Madagascar em 1928. Hotine dreivou uma forma de projeção denominada Mercator Obliqua Espacial.

Uma vez que esta projeção é a variante oblíqua da Projeção de Mercator Regular, ela mantém quase todas as propriedades da projeção normal. Sua característica marcante é dois meridianos representados por linhas retas separadas de 180°.

Foi usada pelo USGS em sua forma esférica para alguns atlas do Hawaii, Indias Ocidentais e Nova Zelândia e para mapeamento de órbitas dos satélites Landsat 1, 2 e 3 até ser substituída pela Mercator Oblíqua Espacial.

POLICÔNICA


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POLICÔNICA

É uma projeção não conforme e não equivalente provavelmente desenvolvida por Ferdinand R. Hassler (suiço - 1770-1843) em 1820. A Projeção Policônica foi primeiramente aplicada como uma projeção específica em 1853 por Edward Bissell Hunt da US Coast Survey. Era comumente usada para cartas costeiras dos Estados Unidos.

Desde quando US Geological Survey entrou em operação em 1879 e começou a emitir mapas, a projeção policônica foi a única projeção usada naquela agência para os mapas topográficos até a metade do século 20. O uso intenso desta projeçào pelas agências americanas influenciaram o seu uso em vários atlas comerciais do século 19 que continham mapas dos Estados Unidos, Canadá, América do Norte, Ásia e Oceania.

A Projeção Policônica de Hassler (figura) é universal para uma determinada figura da terra (esferóide ou elipsóide), empregando características úteis de escala. A projeção é verdadeiramente escalada ao longo do meridiano central e ao longo de cada paralelo. Não é nem conforme nem equivalente e só está livre de distorção ao longo do meridiano central. Portante, seu emprego é apropriado para regiões de extensão norte-sul predominante.


ROBINSON


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ROBINSON

É uma projeção não conforme e não equivalente desenvolvida por A. H. Robinson em 1961. É baseada em coordenadas e não em formulação matemática e foi concebida para minimizar as distorções angulares e de área.

A Projeção de Robinson foi criada para melhorar as características de projeções existentes como a Mercator. É uma combinação das situações positivas de várias outras projeções resultando em distorção mínima da maioria das massas de terra do globo.

A Antártica é bem distorcida e as massas de terra mais ao norte também sofrem distorção, mas esta projeção é considerada a de melhor representação do tamanho e forma dos países e continentes.


PROJEÇÕES NÃO USUAIS
nao_usuais

Como a projeção é normalmente resultado de um tratamento matemático, os limites para concepção de um tipo de projeção são a sua funcionalidade e a manutenção das propriedades geométricas.

Assim, existem exemplos de variações de projeção que mesmo não sendo plenamente utilizáveis, mostram a diversidade de possibilidades de representação do globo terrestre.



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