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ESTEIO On Line 006
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ESTEIO Engenharia e Aerolevantamentos S.A.
Seção ORIENTAÇÃO
FORMA DA TERRA
Até o século IV A.C., aproximadamente, a Terra era considerada plana. Os sábios da antigüidade pensavam que a forma do planeta era retangular, circundada pelos mares. Acreditavam que nos limites das águas com o espaço, habitavam seres e criaturas mitológicas.

ERATÓSTENES
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Já no século III A.C., Eratóstenes provou sua esfericidade, calculando a circunferência da Terra a partir da diferença de latitudes ente Syene e Alexandria. Clique aqui para mais detalhes sobre a experiência de Eratóstenes.
Durante muitos séculos a Terra foi considerada esférica sem causar maiores problemas para a navegação, que usava métodos astronômicos para a determinação de rotas. Ainda, hoje, a forma esférica é útil em trabalhos (de áreas não muito grandes), o que implica grandes simplificações nos cálculos.
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Por volta de 1700, com a evolução de métodos astrogeodésicos, equipamentos e os enunciados das leis de Kepler, surgiram as primeiras teorias e experimentos tratando a Terra como esférica, mas com certo achatamento nos polos. Esta superfície era de difícil desenvolvimento matemático, razão pela qual adotaram-se elipsóides de revolução para modelá-la. O elipsóide de revolução é a figura resultante da rotação de uma elipse em torno de um de seus eixos.
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ELIPSÓIDE DE REVOLUÇÃO
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GEÓIDE
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Com o desenvolvimento tecnológico, os equipamentos tornaram-se muito sofisticados e precisos, os métodos evoluíram e centenas de elipsóides foram desenvolvidos de modo a representar a Terra o mais fielmente possível.
Na Geodésia, a determinação de coordenadas geodésicas de pontos é feita sobre uma superfície elipsóidica que se aproxima da forma da terra. O elipsóide é uma superfície regular, matematicamente definida e com dimensões específicas.
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A Geodésia física, por meio de estudos gravimétricos, esboçava uma nova forma à Terra, denominada Geóide. Por outro lado, o geóide coincide com a superfície pela qual o nível médio dos oceanos se prolongaria pelos continentes ajustando-se ao efeito combinado da força gravitacional e a força centrífuga da rotação da terra.
Como resultado da distribuição desigual da massa da terra, a superfície geoidal é irregular e, sendo o elipsóide uma superfície regular, os dois não coincidirão. As diferenças entre as superfícies são chamadas ondulações geoidais (N).
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O geóide é uma superfície ao longo da qual a força de gravidade é igual em todos os pontos e a direção da força de gravidade sempre é perpendicular. Isto é significante porque instrumentos de medição que possuem dispositivos niveladores são comumente usados em medidas geodésicas. Quando corretamente nivelado, o eixo vertical do instrumento coincide com a direção de gravidade e é perpendicular ao geóide.
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ONDULAÇÃO GEOIDAL
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O ângulo entre a linha absoluta que é perpendicular ao geóide (chamada de vertical do lugar) e a perpendicular ao elipsóide (chamada de normal) é definido como a deflexão da vertical.
O Geóide também é um modelo matemático de desenvolvimento complexo, pois sua forma exata depende de características gravimétricas. Assim, novamente a adoção do elipsóide de revolução para a sua representação foi conveniente, combinado ao parâmetro ondulação geoidal (N).
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