O incremento de novas matrizes energéticas associadas ao Protocolo de Kyoto tem sido foco do governo de vários países. Na Europa e Estados Unidos, a energia eólica tem ocupado lugar de destaque, tendo em vista vários fatores, como por exemplo, o fato de se tratar de uma fonte de energia renovável, os impactos ambientais são pequenos e a consequente redução do uso de combustíveis fósseis.

O uso da energia eólica vem crescendo em todo o planeta, para se ter uma idéia, informações da ELETROBRAS dão conta de que em dois anos o aumento do uso desse tipo de energia no Brasil foi de quase 10 vezes, saiu de 271 MW em 2006 para quase 2000 MW em 2008. O volume ainda é pequeno – 1%, se comparado a países como a Alemanha, que produzem 23% de sua energia a partir dos ventos.

Os investimentos nesse tipo de energia tiveram o processo alavancado graças aos Programas de Incentivo às Energias Alternativas – PROINFA, instituído pela Lei 10.438, de abril de 2002, e revisado pela Lei 10.762, de novembro de 2003, que institui adotar soluções regionais para o uso de fontes renováveis de energia (biomassa, eólica e de pequenas centrais hidrelétricas) e assim estimular o desenvolvimento da indústria nacional.

O Brasil conta com o Centro Brasileiro de Energia Eólica – CBEE, que tem sede na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, e conta com uma área de testes para turbinas eólicas localizado no litoral, próximo à cidade de Olinda/PE. A área de testes para turbinas eólicas, que possui várias máquinas instaladas e equipamentos para aquisição e processamento de dados é um dos poucos laboratórios do mundo com condições para testar, aprovar e fornecer certificados de qualidade para turbinas eólicas.

O Centro Brasileiro de Energia Eólica – CBEE, com o apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e do Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT lançou, em 1998, a primeira versão do Atlas Eólico do Nordeste do Brasil. Um mapa de ventos preliminar do Brasil gerado a partir de simulações computacionais com modelos atmosféricos é mostrado na figura ao lado:

Aproveitando-se de informações publicadas sobre energia eólica no Brasil (vale citar os estudos do físico Fernando Barros Martins, publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física), considerando que se todo o potencial eólico brasileiro fosse convertido, seria possível gerar cerca de 272 terawatts/hora (TWh) por ano de energia elétrica, que Isso representa mais da metade do consumo nacional, que estava em torno de 424 Twh/ano, de acordo com dados referentes a 2006, nos direciona a uma visão otimista das atividades de mapeamentos de relevo fazendo uso de sensor LASER aerotransportado.

Em função das grandes extensões territoriais do Brasil e com o intuito de aproveitar ao máximo os locais onde serão implantadas as centrais eólicas, a tecnologia de mapeamento LASER pode se mostrar como uma opção válida, considerando quesitos como rapidez no mapeamento de áreas extensas.

A caracterização do local de instalação de uma central eólica é de fundamental importância na implementação desse tipo de projeto, pois são avaliados tópicos como a integração com a rede elétrica local, e para isso o mapeamento LASER mostra-se bastante eficiente, e como exemplo do mapeamento de Linhas de Transmissão podemos citar o serviço executado pela ESTEIO na LT Interlagos – São Roque (FUSP – 345 KV/ ano 2002).

Numa eventual necessidade de ramais de ligação entre a central eólica e a rede elétrica local, o mapeamento LASER mostra-se duplamente vantajoso:

Pensando na utilização de novas fontes de energia, a PETROBRAS possui projeto piloto em Macau/RN, no qual produz energia que poderia alimentar uma cidade com 10 mil habitantes. Esse é o primeiro de uma série de projetos que estão sendo desenvolvidos pela gerência de energia renovável, da área de Gás e Energia da PETROBRAS.

Em regiões como o Nordeste do Brasil, que possui baixo potencial hidrelétrico, está é uma ótima fonte de energia para levar desenvolvimento àquela região, já que de acordo com estudos realizados pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica – CBEE o Nordeste brasileiro representa uma das melhores áreas para a exploração desse tipo de energia.

Mapeamentos para a instalação dos parques eólicos e das linhas de transporte da energia produzida nesses parques podem representar investimentos com retorno certo, já que poderia contribuir para o Brasil ficar abaixo da média de emissão de CO2 no meio-ambiente, estipulada pelo Protocolo de Kyoto, e assim obter créditos de carbono que poderão ser reinvestidos na geração de energia limpa.