A ESTEIO realizou levantamentos com GPR nas cidades de
Campo Grande e Três Lagoas, ambas no estado do Mato Grosso do Sul. Tais levantamentos
foram executados com o objetivo principal de localizar interferências em alguns
ramais do projeto do duto de gás da MSGÁS – Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso
do Sul.
Como o cadastro das interferências já havia sido realizado anteriormente, este trabalho
teve caráter complementar, ou seja, confirmar interferências já cadastradas e identificar
as interferências que ainda não haviam sido verificadas.
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Levantamento em área urbana, utilizando
antena de 200MHz e com o apoio da policia local.
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As linhas de levantamento de GPR foram realizadas segundo
orientação dos engenheiros da MSGÁS e seu estaqueamento, bem como suas respectivas
profundidades estão referenciadas nas plantas de traçado de rede. Estas linhas foram
divididas em segmentos que se referem às ruas nas quais foram executados os estudos.
Cada um destes segmentos foi subdividido em perfis, correspondente ao arquivo original
gerado em campo.
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Metodologia
Inicialmente fez-se uma revisão bibliográfica sobre as
características geológicas das áreas a serem estudadas, com o objetivo de prever
as dificuldades para a aplicação do método GPR, além de decidir qual eram as melhores
antenas em função do tipo de substrato e da profundidade de interesse. Neste trabalho
foram utilizadas as antenas de 200 e 400 Mhz.
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Levantamento com GPR. A antena é
arrastada ao longo do Projeto conectada a uma unidade central. Na foto a unidade
central está sobre o carrinho.
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Posteriormente realizou-se um reconhecimento e um planejamento
preliminar dos trechos a serem estudados. Nesta etapa contamos com o apoio dos engenheiros
da MSGÁS e de um topógrafo da PROSUL, que indicaram qual seriam os locais para as
sondagens com o GPR.
Os levantamentos propriamente ditos, consistem em arrastar lentamente uma antena
(transmissor e receptor) ao longo do traçado do gasoduto. Esta antena é ligada a
uma unidade de controle, por meio de um cabo coaxial, responsável por controlar
todos os parâmetros de aquisição e armazenamentos dos dados.
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Interferências
Devido a limitações do método GPR e por não ser objeto
deste trabalho, as interferências descritas não foram especificadas quanto a sua
composição e tamanho, exceto aquelas que foram visualizadas em campo e permitem
uma descrição mais detalhada.
Para determinação exata da composição do tamanho de cada interferência seria necessário
fazer um furo de sondagem ou uma escavação, processo muito lento e oneroso. De toda
forma, este trabalho é de caráter complementar, e praticamente todas as interferências
que podem gerar problemas na execução das obras já estão descritas no Memorial Descritivo
de Interferências, executado pela PROSUL.
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Exemplo de interferência (tubulação
metálica) identificada na cidade de Três Lagoas.
Como a interferência é perpendicular ao sentido de levantamento, o resultado, como
pode ser visualizado na figura, é uma hipérbole.
A profundidade é de 0,90 m.
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A figura acima mostra um exemplo de uma interferência
identificada na cidade de Três Lagoas. Quando a direção do levantamento é perpendicular
a posição da interferência, o resultado geralmente caracteriza-se por uma “hipérbole”.
A intensidade do sinal refletido varia em função das características do terreno
estudado, tamanho e composição do objeto refletor, que no caso é bastante nítida,
pois trata-se de uma tubulação metálica.
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