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REABILITAÇÃO DOS GASODUTOS DA MALHA DO NORDESTE - GASALP
Com origem em Pilar (AL), o GASALP possui 204 km de extensão e uma capacidade
de 2,5 milhões m3/dia de transporte de gás natural.
O GASALP passa por dois Estados da Federação: Alagoas e Pernambuco
e em seus 204 km de extensão para por 16 municípios;
Localização aproximada da faixa do GASALP
A Esteio novamente participa com suas especialidades em levantamentos para a PETROBRAS,
e neste caso, atua em estudos de travessias para um total de 21 rios na faixa do
GASALP – Gasoduto Alagoas - Pernambuco.
O Objetivo desses Estudos foi investigar e analisar a estabilidade hidráulica
e geológica, bem como as condições de cobertura dos cavalotes
(Arranjo de tubulação pré-fabricado utilizado em travessias
aéreas ou enterradas e em cruzamentos) nas travessias do Gasoduto, com base
em levantamentos de campo e dados pré-existentes, consolidando os resultados
obtidos à partir das atividades realizadas em novos levantamentos em campo,
bem como com avaliação comparativa a dados pré-existentes gerados
em levantamentos mais simplificados.
A execução de novos levantamentos em complemento a dados pré-existentes
fornecidos pela Petrobras, tiveram como objetivo principal o mapeamento dos dutos
existentes, caracterização e quantificação da cobertura
sedimentar sobre os mesmos, visando subsidiar análises para determinação
de eventuais intervenções a serem executadas nas travessias.
Esse processo reforça ainda mais a preocupação da Petrobras
com o meio ambiente, e demonstra que a empresa continua investindo em estudos que
buscam diminuir os riscos de acidentes em suas faixas de dutos.
Ao todo foram realizados estudos em 21 travessias na faixa do GASALP, sendo:
Além das etapas de campo já conhecidas de outros projetos realizados
pela ESTEIO para a Petrobras, executamos neste contrato a localização
da tubulação que encontra-se abaixo do leito do rio, utilizando tecnologia
PCM (Pipeline Current Mapper) e neste caso, com recursos de antenas submersas (PCM
submersível).

Antena submersível para localização de dutos
Esse equipamento permite a localizar com precisão a tubulação
que está abaixo do leito do rio;
Com o uso de mergulhadores experientes seguindo as rígidas normas de mergulho,
aplicando ainda as normas de segurança estabelecidas pela Petrobras, a ESTEIO
pode fazer a localização PCM naquelas travessias que exigiram o uso
deste tipo de profissional (ex.: rios Mundaú e Pratagi);

Equipe de mergulho com todo o aparato de segurança
Os resultados obtidos nesse tipo de levantamento foram representados graficamente
nos perfil da travessia, facilitando a visualização da cobertura que
se encontra a tubulação abaixo do leito do rio;
Outro diferencial deste serviço foi a utilização de Levantamento
LASER em travessias.
Com o intuito de agilizar o processo de obtenção de altimetria para
a determinação do relevo das margens dos rios (parte seca), a Esteio
fez uso às suas custas, de metodologia alternativa a topografia convencional,
utilizando para tal o sistema de perfilamento a LASER aerotransportado, sensor Laser
ALS 50 II MPiA (LEICA).
Os principais pontos a serem evidenciados, são a rapidez na obtenção
da malha de pontos, além da densidade e quantidade fornecida. Para cada uma
das travessias, foi planejado um vôo para que fossem capturados 10 pontos
por m². O planejamento foi feito considerando número de pontos por m²
muito além do previsto no contrato (malha topográfica) em função
de áreas de vegetação bastante densa (com base em experiência
em trabalhos anteriores e levando em consideração o tipo de vegetação
existente na região), esta densidade de 5 pontos por m², é muito
superior à densidade de pontos exigida nos levantamentos topográficos
(1 ponto a cada 100 m²), correspondente a uma malha de 10 por 10 metros;

Nuvem de pontos LASER das travessias dos Rios Conceição I e II

Nuvem de pontos LASER da travessia do Rio Jitituba
A adoção da metodologia para obtenção de altimetria
através de sensor Laser aerotransportado, para este caso, não eliminou
a necessidade de complementações ou validações em campo,
onde foram avaliados:
- Reambulação de elementos levantados;
- Medição dos elementos omitidos ou complementações;
- Elaboração de um perfil transversal ao rio, para posterior comparação
com a altimetria gerada via Laser, tendo como base os marcos de travessia.
Após o processamento dos dados batimétricos e topográficos
complementares, constatou-se o que já era esperado, ou seja, a eficiência
dos levantamentos LASER;
Ao final dos estudos de travessias foram elaborados desenhos e relatórios
com recomendações, que vão desde o monitoramento da travessia
até a indicação de interferência de obra face às
exposições da tubulação no leito do rio.
Esses relatórios atém de conterem os resultados obtidos em cada uma
das etapa de trabalho, apresentam análise e discussões com vistas
a caracterização quantitativa dos riscos de instabilidade da travessia;

Planta Integrada da travessia do Rio Camaragibe
Perfil Geológico Geotécnico com destaque para as profundidades da
tubulação no leito do rio
Os resultados finais além dos laudos contém também as análises
de cada uma das etapas executadas, sejam elas diretas ou indiretas: GPR, SBP, PCM,
Caminhamento Elétrico (resistividade elétrica) e sondagens percussão
(SPT);
Síntese dos serviços realizados:
- Vistoria “in loco”- 21 unidades;
- Implantação e geoposicionamento de marcos – 16 unidades;
- Levantamento Topobatimétrico – 164270 m² ;
- Sondagem Percussão (SPT) – 314,58 m;
- Levantamento GPR longitudinal à faixa – 1264 m;
- Sondagens SBP – 113 m;
- Localização PCM parte seca – 4200 m;
- Localização PCM parte submersa (leito do rio) – 640,7 m;
- GPR para validação da localização PCM – 840
m;
- Trincheiras para validação PCM – 42 unidades;
- Consolidação de dados pré-existentes – 13 unidades;
- Emissão de Plantas de áreas de válvula – 48 unidades;
- Tomografia elétrica – 1272 metros lineares;
- Ensaios de Compressão Uniaxial e Abrasão – 45 unidades;
- Consolidados dos levantamentos de campo – 19 unidades
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