|
Cada vez mais preocupada com o meio ambiente, a Petrobras
continua investindo em estudos que buscam diminuir os riscos de acidentes em suas
faixas de dutos; Uma das formas para se diminuir esses riscos é a substituição da
tubulação antiga em travessias que possam determinar possibilidades de instabilidade
para os dutos, fruto do trabalho contínuo dos rios moldando seu próprio leito;
Considerando Normas da Petrobras, a definição para “Travessia” é “Obra correspondente
à passagem do duto através de rios, riachos, lagos, açudes e regiões permanentemente
alagadas, ou sobre depressões profundas, grotas e ravinas”;
|
Travessias definidas
para
estudos completos

|
A Esteio novamente participa com suas especialidades em
levantamentos de interesse às questões apresentadas acima e para tal, realizou recentemente
estudos completos em 23 travessias consideradas imprescindíveis de levantamentos,
de um total de 40 apresentadas pela Petrobras.
|
Áreas de Trabalho

|
ETAPAS DO TRABALHO
Investigação preliminar de campo;
Sondagens diretas (percussão e/ou rotativa);
Sondagens indiretas (GPR, SBP, tomografia elétrica, levantamento topográfico, localização
e geoposicionamento de dutos;
Ensaios de compressão uniaxial e abrasão);
Consolidação dos dados.
|
INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR DE CAMPO
Identificação dos locais previstos para a travessia, com o uso de produtos cartográficos
existentes (fotografias aéreas, mosaicos digitais, ortofotos) bem como com o auxílio
de imagens de satélite;
Fotointerpretação das áreas adjacentes à diretriz proposta para a travessia (1:30.000
ou 1:8.000);
Caracterização geomorfológica preliminar dos rios e da dinâmica fluvial;
Caracterização geomecânica preliminar das vertentes, das margens e do leito dos
rios;
Caracterização preliminar da seção de vazão e de eventuais controles naturais ou
oriundos de implantações humanas;
Verificação da profundidade do rio com auxílio de trena;
Coleta de sedimentos do fundo e das margens;
Documentação fotográfica.
|
|
LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO
A segunda etapa consistiu no levantamento topográfico da Travessia, sua localização
e geoposicionamento dos dutos.
Mereceu destaque a segunda atividade, ou seja, a localização e geoposicionamento
dos dutos, já que fazia parte do contrato da Esteio, garantir a integridade dos
dutos.
No total foram levantados topograficamente (levantamentos topobatimétricos), aproximadamente
800 mil m².
|

Levantamento topográfico
Rio Jacumirim (Faixa de Dutos Catu – Candeias)
|
|
Durante a etapa de localização e geoposicionamento dos
dutos, foram encontrados dutos desativados, como por exemplo na travessia do rio
Pojuca (Faixa de Dutos Catu – Candeias).
Conforme alertado pela Petrobras, esses dutos mesmo em desuso podem conter gás em
seu interior, e obviamente se não for tomado conhecimento durante a execução de
sondagens diretas, podem ocorrer acidentes.
|

Localização de dutos
e locação dos furos de sondagem
|
|
LEVANTAMENTO GPR (Ground Penetrating Radar)
Essa técnica consiste na utilização de ondas eletromagnéticas repetidamente radiadas
para o interior do solo, por meio de uma antena transmissora colocada na superfície.
A propagação do sinal eletromagnético depende da freqüência do sinal transmitido
e das propriedades elétricas das camadas a serem atravessadas. As mudanças de tais
propriedades, em subsuperfície, fazem com que parte do sinal seja refletida ou refratada.
As ondas refletidas e refratadas em subsuperfície são captadas por uma segunda antena
que compõem o conjunto. A energia refletida é registrada em função do tempo do percurso
(tempo duplo), amplificada e gravada para depois ser processada.
Em função dos retornos de sinal, a técnica de levantamento GPR também pode ser utilizada
com bastante eficiência na detecção de tubulações enterradas (tubulações plásticas,
concreto e metálica).
Após os levantamentos de campo, os resultados coletados foram encaminhados para
a sede onde foram processados e interpretados.
Os resultados obtidos foram representados em plantas específicas.
|

Levantamento GPR em
campo – Travessia do rio Negros (faixa do GASEB)
|
|
Em função das restrições por condutividade elétrica do
solo (presença de água e solos argilosos), nem todas as travessias tiveram a execução
de levantamentos GPR, sendo que para essas foi utilizada a técnica conhecida como
Tomografia Elétrica (TE).
Esta técnica consiste em se executar uma série de medidas de resistividade aparente
na superfície do terreno, com um arranjo fixo de eletrodos de corrente e potencial
(AB=MN), ao longo de um perfil (figura 1), constituindo-se numa varredura lateral
da área de interesse, com intuito de se investigar a continuidade das feições ou
estruturas em subsuperfície.
|

Figura 1
|
|
O resultado deste rastreamento lateral origina, as assim
chamadas pseudo-seções (figura 2), onde são apresentados os valores plotados das
resistividades aparentes medidas.
|

Figura 02 - Exemplo
de uma pseudo-seção modelada de uma tomografia elétrica
|
|
As travessias que tiveram esse tipo de levantamento, foram:
Rio Sauípe, Subaúma e Inhambupe (faixa de dutos Sergipe – Bahia – GASEB).
|

Instalação dos eletrodos
e leitura dos dados
|
|
LEVANTAMENTO SBP (Sub-Bottom Profiling)
Outra Metodologia utilizada para se estudar a estratigrafia do sub-leito dos rios
foi o SBP.
O Sistema de perfilamento de Leitos submersos 3100, é um perfilador de alta resolução
que transmite uma pulsação de FM disposta linearmente sobre uma onda portadora.
O retorno acústico recebido em hidrofones gera imagens de alta resolução da estratigrafia
do sub-leito dos rios.
|

SBP na travessia do
Rio Inhambupe
|
|
SONDAGENS
A execução das sondagens diretas (Percussão e/ou Rotativa) foi a etapa de campo
que mais tempo demandou, em função das características do terreno.
no total foram executados 2021 metros de sondagem a percussão e 1618 metros de sondagem
rotativa, sendo assim dividido:

|

Atividades de sondagem
na travessia do Rio Mossoró (Faixa do GASFOR)
|

Atividades de sondagem
na travessia do Riacho km 331 (Faixa do NORDESTÃO)
|
|
Uma outra etapa concluiu as atividades de campo. As amostras
de rochas coletadas em algumas travessias, foram encaminhadas para laboratório visando
obter resultados de resistência à compressão uniaxial, que visa determinar qual
a tensão que provoca a ruptura da rocha quando submetida a esforços compressivos
e ensaios de abrasão.
|
|
Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde (QSMS)
Todas as atividades de campo respeitaram as exigências de Qualidade, Segurança,
Meio Ambiente e Saúde (QSMS), estabelecidas pela Petrobras.
|

Área de vivência com
coleta seletiva
|

Sanitário Químico
|
|
PRODUTOS ENTREGUES
Ao final dos estudos de travessias foram elaborados desenhos e relatórios com recomendações
sobre o método construtivo a ser adotado, locação para implantação da travessia
e sugestões para monitoramento.
Esses relatórios atém de conterem os resultados obtidos em cada uma das etapas de
trabalho, apresentam análise e discussões com vistas a caracterização quantitativa
dos riscos de instabilidade da travessia.
|

Planta Integrada da
travessia do Rio Jaguaribe (faixa do GASFOR)
|

Perfil Geológico Geotécnico
da travessia do Rio Jaguaribe (faixa do GASFOR)
|

Posicionamento da linha
recomendada para o furo direcional da travessia do Rio Jaguaribe (faixa do GASFOR)
|

Boletim de sondagem
para um dos furos da travessia do Rio Jaguaribe (faixa do GASFOR)
|

Resultado SBP para
a travessia do rio Subauma (Faixa do GASEB)
|

Resultado GPR para
uma das seções realizadas na travessia do Rio Tracuchaém (Faixa do NORDESTÃO)
|

Resultado DE Tomografia
elétrica realizada na travessia do Rio Subauma (Faixa do GASEB)
|
|
SÍNTESE DOS SERVIÇOS REALIZADOS
Vistoria “in loco”- 40 unidades;
Implantação e geoposicionamento de marcos – 58 unidades;
Levantamento Topobatimétrico – 27 unidades;
Sondagem Percussiva – 2021 metros;
Sondagem Rotativa – 1618 metros;
Sondagens GPR – 21 unidades;
Sondagens SBP – 19 unidades;
Localização de dutos enterrados por PCM – 26 unidades;
Consolidação dos estudos de travessia – 23 unidades;
Levantamento topográfico de áreas de válvula – 488607 m²;
Cadastramento de imóveis – 27 unidades;
Geração de ortofotos escala 1:500 (áreas de válvula) 7.200.000,00 m²;
Emissão de Plantas de áreas de válvula – 48 unidades;
Tomografia elétrica – 1948 metros lineares;
Ensaios de Compressão Uniaxial e Abrasão – 55 unidades;
Levantamento Topográfico Complementar – 646597 m²;
Serviços Complementares por GPR – 1919 metros lineares.
|