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CONVERSÃO DE DADOS

DEFINIÇÃO

Um dos métodos utilizados na Cartografia e SIG para a captura de dados espaciais é a Digitalização de mapas. O método implica em converter dados a partir de fontes gráficas analógicas existentes em formas digitais.

QUALIDADE DO ORIGINAL

A qualidade do original é importante para uma digitalização de boa qualidade. Originais rasgados, amassados, sujos, depois de escanerizados, transportarão estas imperfeições para a imagem, dificultando e muitas vezes, impedindo a digitalização em tela. Para estes casos, usamos a Digitalização Manual em mesa digitalizadora.


DIGITALIZAÇÃO MANUAL

A chamada Digitalização Manual é um método de conversão de dados analógicos para numéricos extremamente demorado.

As feições dos mapas são capturadas sobre mesas digitalizadoras com periféricos traçadores (mouse). É necessária a inserção de pontos sobre cada entidade a fim de que estas sejam armazenadas em arquivos digitais.
Digitalização em Mesa

Digitalização em Mesa
Atualmente é um processo pouco utilizado devido ao advento de novos processos de digitalização que empregam escaners e programas. Contudo, quando os originais estão muito danificados e assim, a imagem escanerizada não pode ser bem interpretada, o método manual é muito bem empregado.

VETORIZAÇÃO MANUAL, SEMI-AUTOMÁTICA E AUTOMÁTICA

Para a atividade de Vetorização é necessária a preparação do original a ser tratado.

O primeiro passo é a Rasterização que consiste na transformação do original em sua forma analógica em imagens raster. A escanerização do documento original (mapa, carta ...) é feita em escaner de grande formato numa resolução apropriada (100 a 500 dpi) ao processo de Vetorização
Escaner de Tambor

Escaner de Rolo
As imagens raster resultantes do processo de escanerização podem ser transformadas em arquivos de vetores através do método de Vetorização.

A Vetorização pode ser manual, automática ou semi-automática. Cada um destes processos possui suas vantagens e desvantagens. Para decisão sobre um ou outro a ser utilizado, é necessária uma análise das condições dos originais no que diz respeito ao seu estado de conservação e à distribuição de entidades gráficas.

Programas de Vetorização em Tela
VETORIZAÇÃO MANUAL (HEADS UP)

Normalmente, executa-se a chamada Vetorização "heads-up". Este processo envolve a escanerização do documento original (mapa, carta ...) e uso desta imagem como "background" (pano de fundo) em programas de tratamento de feições vetoriais (AutoCad, Maxicad, etc.).

Assim, o operador obtém vetores por meio da digitalização sobre a imagem apresentada na tela do computador.

Por isso, este processo é denominado "heads-up", ou seja, o operador está posicionado de maneira a observar uma tela de computador e não uma mesa digitalizadora.

VETORIZAÇÃO SEMI-AUTOMÁTICA E AUTOMÁTICA

A vetorização semi-automática é feita combinando os dois métodos, ou seja, utilizando programas específicos mas com a intervenção conjunta do usuário.

Quanto mais superposições de feições diferentes existirem no desenho original, mais dífícil será utilizar o processo automático.
Imagem resultante da escanerização

No processo automático, o programa assume determinadas tarefas e realiza vetorizações sem auxílio do operador.

Este processo mais automatizado é muito dependente do tipo de feição que deve ser vetorizada. É normalmente empregado em feições contínuas e sem superposição como, por exemplo, as Curvas de Nível.

ARQUIVOS FINAIS

Os arquivos vetoriais resultantes da digitalização podem ser apresentados nos mais diversos formatos : DWG (AutoCad), DGN (MicroStation), SHP (ArcView), SEQ (MaxiCad) e outros.
Mídias de Suporte

CAPACITAÇÃO

A Conversão de Dados Cartográficos em sua forma convencional (mapas em papel ou poliester, fotos) para a forma digital (meio magnético) é uma das tarefas mais comuns efetuadas pela ESTEIO. Neste processo, destacam-se:
  • Vetorização Manual, Semi-automática e Automática com uso do programa Rasterex;
  • Conversão de formatos de Arquivos Vetoriais compatíveis com os programas TEMap, CartoCad, MaxiCad, AutoCad. Microstation, ArcView, ArcInfo, Mapinfo e outros;
  • Conversão de formatos de Arquivos Imagem em 8 e 24 bits tais como TIFF, JPEG, MrSID (Lizardtech), ECW (ERMapper) e qualquer outro formato de imagem utilizado no mercado;
  • Fornecimento e Armazenamento de arquivos Vetoriais e Imagens em mídias do tipo disco magneto-ótico (1.2 Gbytes), CD-ROM (650 M bytes) e fitas DAT e Exabyte.


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